NOSSO AMOR E NOSSAS BRIGAS


Capricórnio e o Amor

Há tempos venho reavaliando minha relação conjugal e tenho percebido que as brigas que eram raras se tornaram constantes e por qualquer motivo, até mesmo a cueca dele jogada no banheiro que antes eu pegava e colocava no sexto, hoje é motivo de descontentamento e constantes crises. Ao aprofundar nessa avaliação ficou claro pra mim, que as nossas brigas iam além do convencional e poderia até dizer aceitável, tornou-se uma competição de quem ofende mais, quem machuca mais, quem fere mais e principalmente de quem saí o primeiro e fatal golpe baixo, que é tocar na ferida onde mais dói. Nesse contexto, eu sempre saia prejudicada.

Não consigo aceitar que quem se ama, fique feliz por ferir o outro, seja com palavras seja com gestos. Não existe ganhos justificável ou qualquer benefício para quem magoa ou trata mal o outro, então por qual motivo isso ocorre?

Sou filha de pais separados e ao longo da minha vida sofri muito com as brigas que eles tinham e eu sempre no meio, sentia que meu pai não me amava e minha mãe, conseqüentemente pelas dificuldades causadas pela separação, ficava desamparada e o sentimento de rejeição por isso era patente. Sentia que tudo que acontecia na vida dos meus pais eu era a culpada e por não ter idade e nem condições de ajudar, acabava por absorver várias imagens distorcidas dessa situação, de vitima me sentia culpada.

Um dia desabei de tristeza e contei isso para então meu namorado e hoje meu marido, por muito tempo encontrei nele apoio, mas hoje quando quer liquidar qualquer discussão ou mesmo pedidos simples ele vem com a famosa e odiosa frase: “deve ser por isso que seu pai se separou da sua mãe” ou “acho que você é igual a sua mãe, deve ser por isso que seu pai não aguentou”.

Mas ele sabe que o motivo certo era o fato de meu pai ser um doente, alcoólatra social e irresponsável, não há nada com o fato de minha mãe tentar proteger a família, o casamento e a integridade de todos. Assim, isso me destruía e junto à admiração e o respeito ia junto por alguém que amava e não podia jamais usar uma situação dessas na minha vida e de forma tão covarde.

Nunca consegui entender o porquê que não me sentia amada por meu pai e importante para minha mãe, mesmo com os gestos que vinham de ambos que colocava minha tese sob suspeita, mas o certo é que me sentia muito triste e angustiada.

Sei que por essas e outras me tornei uma pessoa carente, mas ao mesmo tempo exigente, frágil, mas ao mesmo tempo uma fortaleza, amarga, mas ao mesmo tempo super carinhosa. Porém, isso não tem sido o suficiente na minha relação, se deixo de lado ele não muda; se falo não escuta, se não reclamo não surte efeito.

A impressão que tenho é que para ele tanto fez como tanto faz, não há um grau de importância para as coisas que deveriam ser importante, porém passado algum tempo ele dá um jeito e vem todo meloso paro o meu lado e sem se desculpar com palavras, me convida pra jantar, me faz uma mulher de verdade, me dá o carinho que preciso, mas não me olha nos olha e diz: “me perdoa”! Como eu faço com ele, quando eu perco a cabeça, pois ele também como filho de pais problemáticos tem suas feridas.

O reconhecimento do erro e o apoio nos momentos mais difíceis de um casal é um dos passos mais importante no processo de reconciliação, mais primeiro cada um deve se conciliar com seus próprios fantasmas para depois cuidar do outro, pelo menos em uma visão em longo prazo.

Passada essa fase de questionamento, me fiz uma pergunta: se ainda o amava? A partir dessa pergunta eu comecei a reavaliar todos os processos que vivemos juntos, desde primeiro encontro à ultima briga. Findo minha análise e conclusão dos resultados que somente a mim cabia analisar e me julgar, convidei meu marido a fazer o mesmo. A princípio ele estranhou e não quis essa interação, mas uma pergunta minha foi crucial para virar o jogo, qual foi: quando você descobriu que me amava, qual foi a sua sensação? Percebendo que não podia fugir de uma resposta tão simples e que por vezes tinha sido motivo de comentários com os amigos, ele prontamente respondeu como quem dizia: “nessa prova eu passo fácil” (ri muito relembrando essa minha impressão).
Mas, a pergunta que viria a seguir, essa ele não esperava, essa sensação que você sentiu ao descobrir que me amava você ainda é capaz de revivê-la? O silêncio tomou conta do ambiente, enquanto ele entrava em si, foi também percebendo o que eu já havia concluído e “SIM” foi sua resposta, a partir da ai tudo mudo. Hoje somos uma família feliz, me sinto realizada, e BRIGAS agora só para APIMENTAR A RELAÇÃO, ou quando quero ir de férias para Orlando e ele para Nova York, mas para isso também temos dicas, hoje tornei-me uma especialista em sexo frágil (assessoro homens) e uma super especialista capaz de realizar programas e cronogramas de viagens capaz de deixar qualquer um apaixonado com essas dicas.

Descobri que perdi muito tempo brigando, mas essa descoberta foi à melhor que pude ter feito na vida, pois foi por meio dela que redescobrir uma maneira linda de amar o que já era maravilhoso.

Por fim, perceba que não foi mais uma História que aconteceu nos bastidores de Orlando, uma trilha de um filme da Disney ou Universal, foi de fato algo que vivi e posso compartilhar com você que nossas brigas construíram o nosso amor, pois soubemos a hora certa de parar, então seja para conhecer um dos melhores lugares do mundo para passear seja para chocar com você contem comigo meninas e você também meninos, pois na ORLANDO MOMENTS NOSSO MELHOR MOMENTO SEMPRE É O SEU!

Que nosso amor seja uma eterna celebração, que tenha mais encontro que desencontro, que seja mais alegria que tristeza, mas que acima de tudo estejamos sempre juntos para viver cada momento de nossas vidas, seja em que direção o vento nos levar.

Deixei seu comentário

Mais sobre: Curisosidades